A palavra escrita carrega determinadas qualidades que a tornam, sob certo aspecto, mais valiosa que a palavra falada: ela permite, por exemplo, a transmissão de conteúdos mentais — em via de mão única, evidentemente — entre pessoas que viveram em épocas distintas.

O escrito, porém, está a três graus da alma. Aristóteles, no Peri Hermeneias (Da Interpretação), notou, com grande acuidade, que os sons da fala estão mais próximos da realidade porque são símbolos das paixões da alma.

Um tanto por isso, um poema só atualiza todo o seu potencial quando é declamado em voz alta. Captar as nuances por trás de cada registro poético é uma arte: vale dizer, captar por trás do escrito a “voz do poeta” e, por meio desta, as imagens que, em sua mente, refletiam a realidade tal como ele a via.

Amador em tantas outras causas amáveis, coordeno este site com o propósito duplo de: i) aperfeiçoar-me na arte da declamação de poemas e de prosas poéticas; e ii) facilitar a meus alunos o acesso aos textos (e aos “sons”) poéticos que nos auxiliam tanto a transmitir como a absorver os textos-base da Filosofia e das ciências humanas.

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